UNACON: Salários atrasados e dificuldades enfrentadas são em decorrência da falta de repasse de recursos da prefeitura e do estado, aponta diretor da unidade ao PORTAL VILSON NUNES; ouça

Unacon (Foto: Reprodução)

Em contato com a reportagem do PORTAL VILSON NUNES, o diretor-presidente da Fundação Terra Mãe (FTM), Almir Gonçalves, esclareceu os questionamentos de diversos servidores da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) de Caetité acerca dos atrasos de salários e falta de materiais básicos para bom funcionamento do hospital.

Fundada em 2020, no auge da pandemia do Covid-19, a Unacon depende de recursos provenientes do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal de Caetité, conforme firmado em contrato na época. Para que tenha cem por cento de funcionamento, a Unidade deveria receber mensalmente 3 milhões e 900 mil reais, sendo 2 milhões e 900 mil vindos do Estado e R$ 600 mil reais da prefeitura. Almir acusou os órgãos competentes de não fazerem o devido repasse. “Realmente! Já vem aí de 4 a 5 meses recebendo salários atrasados, após o quinto dia útil. Por quê isso? Porque a gente ficou agora dependendo apenas 100% do recurso que vem do estado. Deveria ser estado e prefeitura, mas a gente recebe apenas do estado e, ainda assim, houve uma redução em março de 2023 no que recebia pela realização de cirurgias”, contou.

O governo estadual possui em débito com a Unacon a quantia de 4 milhões e 557 mil reais de produção realizada e faturada, conforme prestação de contas disponibilizada pelo diretor-presidente. “A gente espera que toda essa nossa produção até novembro do ano passado esteja na conta da fundação até o dia 30 de janeiro, e com isso a gente vai conseguir arcar com o pagamento dos médicos, com o pagamento da folha, com a segunda parcela do décimo terceiro que está em aberto, além de abastecer ainda mais a nossa unidade”  Os valores são referentes ao mês de novembro. Veja:

Na oportunidade, Almir desmentiu boatos de que os médicos já estão há mais de 3 meses sem receber. “Não procede que eles estão a 4 meses sem receber seus salários. Há um atraso aí de mais ou menos uns 50 dias. Tá errado? Tá. Mas também não chega a quantidade de meses que estão dizendo”, esclareceu. Ele também negou a falta de seringas e materiais básicos para realização de cirurgias. “Em relação aos insumos, estão todos normalizados e foi constatado pela Secretária Estadual de saúde no final do ano de 2023.”

Sobre o piso da enfermagem, o presidente apresentou um documento de uma comunicação interna, salientando que desde o dia 1º de dezembro de 2023, foi protocolado Ofício, no RH da Secretaria Municipal de Saúde de Caetité requerendo a inserção da planilha InvestSUS contendo as informações referentes aos recebimentos dos colaboradores da UNACON dos meses de maio a novembro de 2023 no sistema. “Esse recurso precisa ser encaminhado pelo Ministério da Saúde para a conta da prefeitura e a prefeitura nos repassar e esse repasse ele é feito individual por colaborar, até o momento, a gente não tem recebimento algum por parte da prefeitura deste pagamento. Nós temos outras unidades em outros municípios, nós já recebemos e esses pagamentos já foram realizados, mas em relação a Caetité nós não recebemos nada, nenhum real até hoje relacionado a este piso da enfermagem.”

Almir ainda frisou que alguns parlamentares se colocaram à disposição algumas emendas. “Eu sigo aguardando para que possamos continuar mantendo os custos da unidade“, finalizou. OUÇA A ENTREVISTA COMPLETA:

Feito por Amanda Santos/Portal Vilson Nunes

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