Sindicato denuncia construtora por trabalho escravo em MS; trabalhadores de Guanambi e Malhada estão na equipe

Foto: Perfil News

O presidente do Sintiespav – Nivaldo Moreira garantiu, que denunciará no Ministério Público do Trabalho (MPT) a empresa Prumo de Ouro, terceirizada da construtora Sial, que ficou responsável pela construção do Hospital Regional, da cidade de Três Lagoas, no estado do Mato Grosso do Sul (MS). De acordo com matéria publicada pelo site Perfil News, durante uma visita, o presidente do Sindicato constatou as condições insalubres e degradantes no alojamento destinado pela empresa Prumo de Ouro para os operários trazidos da Bahia.

Após a visita, Nivaldo Moreira ressaltou, que os operários estão vivendo em lugares sem estrutura, sem geladeira, com comida insuficiente e com apenas um banheiro para ser dividido por mais de 10 pessoas. Os homens são obrigados a dormirem no chão e como não tem cobertas, eles precisam colocar toalhas nas frestas da porta por onde entra vento frio durante a noite. “Como a gente dorme no chão, o frio vem direto na gente, não nos avisaram que estava fazendo frio aqui e não trouxemos cobertas, então a gente coloca a toalha na parte debaixo da porta para barrar o vento”, denunciou um dos operários.

O representante do sindicato registrou fotos, vídeos e juntou material para ingressar com a ação junto ao MPT por trabalho escravo. “Considero isso uma Senzala“, disse Moreira.

Acompanhe no vídeo abaixo a visita que o jornalista Ricardo Ojeda fez as instalações e a entrevista com Nivaldo e funcionários de Guanambi e Malhada. [Assista]

Posted by Ricardo Ojeda on Friday, June 5, 2020

Uma esposa de um dos trabalhadores da cidade de Guanambi, fez um comentário na reportagem, confirmando a denúncia. “Meu marido trabalha nessa obra e foi o único a pagar a passagem para ir até Três Lagoas com a promessa de $2.000 e chegando lá foi dito que ele só receberia essa quantia se fizesse hora extra. Além de não receber ele ainda tem que pagar para trabalhar? Meu marido foi mais uma das pessoas que não conseguiu receber o auxílio emergencial e como moramos de aluguel e eu estou grávida ele saiu da nossa cidade para trabalhar. Ele aceitou esse trabalho porque assim teria como comprar as coisas que o nosso bebê precisa e o berço. Os trabalhadores que saíram de Guanambi tiveram que levar prato, copo e talheres próprios além de cobertores e produtos de higiene. Essas pessoas tinham que ir no mato para fazer suas necessidades porque há apenas um banheiro. Vergonha aproveitarem da situação em que as pessoas estão no momento com promessas de trabalho!“, disse.

Fonte: Perfil News

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