Riacho de Santana: Chapa de Tito e de vereadores são denunciadas por compra de votos com dentaduras e abuso do poder econômico

Tito e João Vitor (Foto: Divulgação)

O candidato a prefeito de Riacho de Santana Tito Eugenio Cardoso de Castro, seu candidato a Vice João Vitor Martins Laranjeira, os vereadores Mirim da Vidraçaria, Denaide Rocha, Leobino Prates e Jusceli Duarte foram denunciados pela Coligação Riacho em Primeiro Lugar por comprarem votos em troca de próteses dentárias.

Segundo a AIJE – Ação de Investigação Eleitoral protocolada pela Coligação Riacho em Primeiro Lugar, Tito e João Vitor, em conjunto com um grupo de vereadores, armaram um esquema com um protético da cidade (profissional que confecciona próteses dentárias), para fornecer dentaduras em troca de votos.

A Coligação Riacho em Primeiro Lugar apresentou na ação gravações de áudio e vídeo, além de anotações de controle do protético, onde consta a confecção de diversas próteses indicadas por vários vereadores, pelo candidato a prefeito e pelo representante de sua coligação, o ex-secretário de saúde Antônio Guedes, conhecido por Tõe Sensor. Os arquivos de mídia estão em segredo de justiça.

As provas são contundentes, e a penalidade prevista no art. 22 da Lei 64/90 – Lei da Ficha Limpa é a cassação da chapa, o que leva à perda do mandato por Tito e todos os vereadores caso vierem a ser eleitos, além da aplicação de multa. Processo de nº 0600321-90.2020.6.05.0113

Segunda denúncia:

A chapa de Tito Eugênio já havia sido denunciada por abuso do poder econômico em outra ação que já tramita na Justiça Eleitoral de Riacho de Santana por conta de um vídeo divulgado pelo vice-presidente do PP, partido que Tito concorre as eleições, Alcides Cardoso Neto, conhecido por Neto de Ênio.

No vídeo, que causou grande repercussão, o Neto de Ênio, que também é filho da candidata a vereadora Denaide Rocha e também foi denunciada, aparece com grande quantidade de dinheiro em espécie afirmando ter grande quantia para apostar em uma possível vitória da chapa “11”, a chapa de Tito Eugênio.

A denúncia também foi baseada no art. 22 da Lei da Ficha Limpa, que também prevê a cassação do registro dos candidatos e a perda do mandato, se forem eleitos. Processo de nº 0600317-53.2020.605.0113

O OUTRO LADO

A reportagem manteve contato com os citados Tito e João Vitor, no entanto, ambos não se manifestaram. Os demais citados não foram localizados. O espaço permanece à disposição para esclarecimentos.

Fonte: Sudoeste Bahia

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