
O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) recomendou que o vice-prefeito de Tanque Novo, Bruno Diógenes Bomfim Carneiro, interrompa, no prazo de 15 dias, qualquer atividade médica ou cirúrgica na rede pública municipal. A recomendação também determina a retirada de publicações nas redes sociais relacionadas aos procedimentos realizados nas unidades de saúde do município.
Segundo o MP, a atuação simultânea como vice-prefeito e médico da rede pública, ainda que de forma voluntária e sem remuneração, é incompatível com as atribuições do cargo de agente político. A promotoria também apontou que a divulgação de cirurgias e atendimentos nas redes sociais pode caracterizar promoção pessoal com uso da estrutura pública, em afronta aos princípios da moralidade e da impessoalidade administrativa.
O órgão destacou ainda que a falta de profissionais de saúde deve ser suprida por meios legais, como concurso público, contratação temporária ou credenciamento, e advertiu que o descumprimento da recomendação poderá resultar em medidas judiciais, incluindo uma ação por improbidade administrativa.
Vice-prefeito lamenta decisão e fala em perseguição política
Em manifestação publicada nas redes sociais, Bruno Diógenes afirmou que recebeu a recomendação com tristeza e indignação. Segundo ele, a medida teve origem em denúncias apresentadas pela oposição.
O vice-prefeito ressaltou que atuava de forma voluntária na rede municipal e disse ter realizado mais de 2.300 cirurgias ao longo de quase seis anos, contribuindo para reduzir a fila de pacientes no município.
“A população é quem será prejudicada”, afirmou o médico, ao defender que sua atuação sempre ocorreu por compromisso com a saúde pública. Ele também classificou a denúncia como um ato de “politicagem” e “perseguição política”.
Até o momento, o Município de Tanque Novo não informou se irá acatar a recomendação do Ministério Público.
Feito por Portal Vilson Nunes