Malhadense de 20 anos morre após complicações em um parto atrasado; família acusa Hospital Municipal e HGG de negligência

Foto: Reprodução

Uma grávida malhadense de 20 anos que teve o pré-natal e os primeiros atendimentos realizados no município de Malhada, no Sudoeste da Bahia, morreu com hemorragia após um parto atrasado.

Conforme as informações de familiares repassadas ao site Alerta Bahia, a jovem Bruna de Jesus da Silva, que residia no povoado de Ilha de Zezé, na zona rural de Malhada, deu entrada no hospital municipal de Malhada na terça-feira (22/02) com muitas dores. Em seguida, a situação se complicou e por volta de 0h, a equipe fez a regulação para o Hospital Geral de Guanambi (HGG), onde ela teve parto cesariano, no entanto, a criança já havia defecado na barriga da mãe, que apresentou hemorragia, retirou o útero, mas mesmo assim foi à óbito as 04h de quarta-feira, dia 23 de fevereiro.

Uma irmã de Bruna disse que o município de Malhada foi negligente, e ainda relatou que por algumas vezes ela deu entrada com dores e eles pediam para voltar para casa.

A morte da jovem que estava ansiosa pela chegada de seu segundo filho foi amplamente comentada e lamentada nas redes sociais. A criança que pesou pouco mais de 4 Kg foi retirada com vida e passa bem.

O corpo de Bruna Silva foi velado e sepultado na tarde de quinta-feira (24) no povoado de Canto do Riacho.

O OUTRO LADO

Na noite desta quinta-feira (24), a Secretaria Municipal de Saúde de Malhada emitiu uma nota de esclarecimento sobre o falecimento de Bruna de Jesus da Silva, ocorrido no Hospital Geral de Guanambi (HGG) em decorrência de complicações cirúrgicas.

O secretário Ricardo Dias informou que a equipe técnica do Hospital Municipal São Geraldo realizou o atendimento da paciente de maneira ética e preservando sempre a vida, por se tratar de um caso onde a paciente não apresentava dinâmica de parto.

Nota de esclarecimento

A Secretaria Municipal de Saúde do município de Malhada repudia qualquer tipo de informação falsa ou sensacionalismo veiculados nas mídias digitais, em respeito a familiares, parentes e amigos. Prestamos nossas sinceras condolências pelo falecimento da jovem Bruna de Jesus da Silva, ocorrido no Hospital Geral de Guanambi – HGG em decorrência de complicações cirúrgicas.

Alertamos a todos que apure os fatos e também nos colocamos à disposição da família no que for necessário para apoio nesse momento de dor. O Hospital São Geraldo informa através de sua Equipe Técnica, que os atendimentos a paciente foram realizados de maneira ética e preservando sempre a vida, por se tratar de um caso onde a paciente não apresentava dinâmica de parto, foi inserida no sistema de regulação Estadual e regulado através da Central de Regulação para Hospital Geral de Guanambi -HGG (Hospital Regional) onde foi avaliada e realizada cirurgia, e infelizmente ocorreu uma complicação cirúrgica, algo que foge da nossa competência, pois não temos gerência no HGG, acreditamos que tudo que era possível realizar para estabilizar a paciente foi feito, a Secretaria de Saúde de Malhada preza pela ética e humanização do atendimento sempre.

Ricardo Dias- Secretário Municipal de Saúde de Malhada

A diretora do Hospital Geral de Guanambi (HGG), Paula Luísa Lima Melo de Barros, informou na manhã deste sábado (26) que vai abrir uma investigação para apurar a morte da jovem Bruna de Jesus da Silva, 20 anos, que morreu em decorrência de complicações cirúrgicas.

A família acusa a unidade de negligência médica, já que segundo uma irmã da vítima nenhuma ultrassom foi realizada após Bruna dar entrada na unidade. A família ainda afirma que houve demora na regulação por parte do Hospital São Geraldo em Malhada, já que Bruna havia dado entrada na unidade pelo menos seis vês.

Em nota enviada ao Portal Folha do Vale, a direção do HGG informou que autorizou a transferência da paciente de forma imediata, logo após ser regulada, prestando prontamente o atendimento, reafirmando que em nenhum momento Bruna ficou desassistida.

A direção do HGG informou que é importante salientar que houve demora em regular a paciente, além disso, existe a questão da distância do deslocamento entre o município de Malhada e o HGG, fato que dificulta a assistência em tempo hábil, deixando muitas vezes o profissional médico sem condições para o desfecho satisfatório da assistência emergencial.

 Ainda de acordo com a diretora, mesmo assim, o HGG informa que o óbito será investigado para maiores esclarecimentos da causa da morte. O HGG se solidariza com os familiares e amigos nesse momento de dor.

A família afirma que houve atraso na regulação da jovem, por isso, ela teve parto cesariano. A criança já havia defecado na barriga da mãe, isso provocou hemorragia e foi preciso retirar útero, mas mesmo assim não conseguiu controlar a pressão arterial da paciente e ela evoluiu a óbito.

Fonte: Alerta Bahia/Folha do Vale

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