Irã admite ter disparado míssil que derrubou avião ucraniano com 176 pessoas a bordo

Destroços do avião ucraniano que caiu nos arredores de Teerã, capital do Irã – 08/01/2020 Nazanin Tabatabaee/Reuters

O Estado-Maior das Forças Armadas do Irã admitiu neste sábado, 11, que, por um “erro humano”, um míssil lançado pelo seu próprio Exército derrubou o avião Boeing 737 da Ukrainian Airlines com 176 pessoas a bordo. Em comunicado, o governo iraniano informou que a aeronave foi identificada como um “avião hostil” e que a atingiu no momento em que a ameaça inimiga estava “no mais alto nível”. Teerã ainda pediu desculpas por conta do incidente.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, declarou que seu país “lamenta profundamente” o incidente, que chamou de “grande tragédia” e “erro imperdoável”, segundo nota emitida pela agência estatal de notícias Irna. “A investigação interna das Forças Armadas concluiu que, lamentavelmente, mísseis lançados por um erro humano causaram o horrível impacto no avião e a morte de 176 inocentes”, diz a nota emitida pelo governo.

A maioria das vítimas tinha nacionalidades iraniana e canadense, mas também havia britânicos, suecos e ucranianos a bordo. O ministro das Relações Exteriores, Mohammad Javad Zarif, apresentou as desculpas do Irã pela catástrofe.

“É um dia triste”, escreveu Zarif no Twitter, citando que a queda foi fruto de um “erro humano em tempos de crise causada pelo aventureirismo dos americanos”. O incidente ocorreu na madrugada de quarta-feira, 08, logo após o Irã disparar mísseis contra bases militares utilizadas pelos militares dos Estados Unidos estacionados no Iraque. O ataque foi uma resposta à morte do general iraniano Qasem Soleimani, a partir de um míssil disparado por um drone em Bagdá.

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