Caso Hiago: Acusados alegam que mataram guanambiense com ‘medo’ de serem denunciados; crime foi cometido com requintes de crueldade

Foto: Divulgação

Na manhã deste sábado (9), a Polícia Civil prendeu, os dois acusados de terem assassinado o guanambiense, identificado como Hiago Evangelista Freitas, 24 anos, que trabalhava como motorista de aplicativo e era estudante de odontologia, em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. O corpo da vítima foi localizado parcialmente carbonizado na sexta-feira (8), em um distrito da zona rural do referido município. O crime foi elucidado 48 horas após os familiares de Hiago divulgarem o desaparecimento do rapaz, que estaria transportando passageiros quando deu a última notícia à sua namorada, na quarta-feira. O veículo foi encontrado abandonado. Um cão farejador ajudou os policiais militares nas buscas.

Em depoimento à polícia, os suspeitos – identificados como Rodrigo Porto Oliveira Silva, 22 anos, vulgo Playboy e Alexandre Cruz Brito, 21 anos, vulgo Xande, confessaram que roubaram o veículo da vítima e o assassinaram.

Na casa de Rodrigo foram encontrados diversos objetos pessoais da vítima, como documentos, cartões bancários, chave do veículo e o celular do motorista por aplicativo. Os policiais também apreenderam um simulacro de arma de fogo, utilizado no crime.

Rodrigo e Alexandre foram autuados em flagrante pelos crimes de latrocínio e ocultação de cadáver. Já Rodrigo, também responderá pelos crimes de associação ao tráfico de drogas, adulteração de sinal identificador e posse ilegal de munição. A dupla está à disposição da Justiça.

ENTREVISTAS

O coordenador da 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), delegado Fabiano Aurich, informou que os acusados mataram Hiago para evitar que fossem denunciados. “Rodrigo e Alexandre relataram que, após a saída de Conquista, anunciaram o assalto, utilizando um simulacro de arma de fogo. Hiago foi imobilizado e depois levado ao local onde foi morto. Atribuíram o assassinato ao receio de serem denunciados”, relatou o delegado.

Procurado pelo PORTAL VILSON NUNES, o delegado Dr. Marcus Vinicius – responsável pelo caso, confirmou que, os acusados realmente alegaram terem cometido o crime com receio de serem denunciados, pois acreditam que foram reconhecidos pela vítima. “As investigações continuarão para verificar se há outros envolvidos nesse crime bárbaro“, complementou o policial.

Ainda conforme Dr. Marcus, na próxima segunda-feira (11), às 10h, ocorrerá uma entrevista coletiva à imprensa, na sede da 10ª Coorpin/Vitória da Conquista, quando serão fornecidos mais detalhes sobre o caso. O internauta poderá acompanhar os pronunciamentos ao vivo, na página do Sudoeste Digital no Facebook, através do link: facebook.com/sudoestedigital.

Fonte: Portal Vilson Nunes

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