Cachorro procura moradia em túmulo de pediatra morto em clínica na BA e ganha suporte de ONG que vítima apoiava

Foto: Reprodução

Um cachorro fez moradia no túmulo do pediatra Júlio César, morto na clínica onde trabalhava, na cidade de Barra, no oeste da Bahia. O animal passou a ser ajudado por uma Organização Não Governamental (ONG), que recebia contribuições financeiras da vítima mensalmente.

Júlio César de Queiroz Teixeira, 44 anos e foi enterrado no dia 24 de setembro, no Cemitério de Xique-Xique, cidade onde ele nasceu. O sepultamento aconteceu um dia após a morte dele.

Segundo os moradores da cidade, o animal não tem tutor e tem passado os últimos dias ao lado da sepultura do médico. Após ser informada sobre a situação, a ONG SOS Animal passou a alimentar e colocar água para o cachorro no local.

A situação tem chamado atenção de quem vive na cidade e muita gente tem passado a visitar o túmulo para observar o comportamento do animal, que aparenta ser dócil. O “novo morador” do cemitério é o principal assunto nas rodas de conversa da população, além dos aplicativos de mensagens. “Presenciei a cena hoje no cemitério, emocionou algumas pessoas que estavam lá”, disse uma moradora da cidade.

Investigações

A Polícia Civil ainda não concluiu o inquérito sobre a morte de Júlio César. Diversas versões da motivação do crime já foram apresentadas à polícia, mas oficialmente a hipótese é de que o médico teria assediado uma mulher.

Essa motivação foi totalmente rejeitada pela família. Para os irmãos, o médico pode ter sido morto por uma disputa de espaço de trabalho.

Quatro suspeitos já foram presos: os executores do crime e um casal, que conforme as investigações, atuou como olheiro. Os três homens foram encaminhados para a penitenciária de Barreiras e a mulher está presa na delegacia de Barra.

A polícia segue em busca do mandante do crime. O homem, identificado como Diego Santos Silva, de 31 anos, teve a prisão decretada e é considerado foragido.

A Polícia Civil informou que só vai falar sobre o caso depois de concluir o inquérito.

Fonte: G1

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