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Venda de ativos da Bamin coloca Caetité no radar de investidores e pode ampliar exploração de urânio

(Foto: Reprodução)

A possível venda dos ativos da Bahia Mineração (Bamin) voltou a colocar o município de Caetité, no sudoeste da Bahia, no centro das atenções de investidores e pode ampliar o interesse pela exploração de urânio na região.

De acordo com informações do setor mineral, a negociação envolve a entrada da empresa portuguesa Mota-Engil, que possui participação do grupo chinês China Communications Construction Company (CCCC). A transação inclui ativos logísticos e áreas próximas à única mina de urânio em operação no Brasil, localizada em Caetité.

Na região, as reservas são estimadas em cerca de 90 mil toneladas, volume considerado estratégico para a produção de energia nuclear no país. Atualmente, a exploração de urânio é controlada pela União, mas mudanças recentes na legislação passaram a permitir que empresas privadas atuem em parceria com as Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

Além do potencial mineral, a negociação também envolve projetos estruturantes, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul, em Ilhéus, considerados fundamentais para o escoamento da produção e expansão da logística na Bahia.

Caso a transação seja confirmada, a operação deve marcar a saída do grupo Eurasian Resources e abrir espaço para novos investimentos em infraestrutura e mineração, com possíveis impactos econômicos para Caetité e toda a região sudoeste do estado.

Feito por Portal Vilson Nunes

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