
O novo salário mínimo de R$ 1.621 começou a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores brasileiros. O valor já aparece no contracheque referente ao mês de janeiro.
O reajuste foi de 6,79%, o equivalente a R$ 103, e foi oficializado por decreto presidencial. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que leva em conta a inflação medida pelo INPC e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), respeitando o limite do arcabouço fiscal, que restringe o ganho real a até 2,5% acima da inflação.
Aposentados e pensionistas do INSS começaram a receber o novo valor no último dia 26, com pagamentos escalonados até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão do benefício.
Com o reajuste, o salário mínimo corresponde a R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora. Segundo o Dieese, o novo piso impacta diretamente 61,9 milhões de brasileiros e deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.
O governo federal estima que o impacto total do reajuste, somado à isenção do Imposto de Renda, chegue a cerca de R$ 110 bilhões. Por outro lado, a Previdência Social terá um custo adicional estimado em R$ 39,1 bilhões.
Além dos trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como referência para benefícios como aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e salário-família. Os benefícios do INSS pagos no valor de um salário mínimo tiveram reajuste integral de 6,79%, enquanto os acima do piso foram corrigidos em 3,90%. O teto previdenciário passa a ser de R$ 8.475,55.
O seguro-desemprego teve a parcela mínima fixada em R$ 1.621 e a máxima em R$ 2.518,65, variando conforme a média salarial. Já o salário-família passou a ser de R$ 67,54 por dependente, pago a trabalhadores com renda mensal de até R$ 1.980,38.
Feito por Amanda Santos/Portal Vilson Nunes com informações da Agência Brasil