
O narcotraficante mexicano Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, morreu após uma operação militar realizada no domingo (22), no estado de Jalisco, no México. Ele era apontado como líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), uma das organizações criminosas mais poderosas do país.
De acordo com autoridades mexicanas, a operação foi viabilizada após o monitoramento de uma pessoa ligada a uma das companheiras do traficante. Com apoio de informações de inteligência dos Estados Unidos, forças especiais do Exército, da Aeronáutica e da Guarda Nacional localizaram o suspeito em um imóvel na cidade de Tapalpa.
A operação
Segundo o secretário de Defesa Nacional do México, general Ricardo Trevilla, a ação contou com seis helicópteros e aeronaves modelo Texan. Durante a primeira investida, seguranças de El Mencho abriram fogo, permitindo que ele fugisse para uma área de vegetação.
Após novo cerco, houve outra troca de tiros. Um helicóptero militar chegou a realizar pouso de emergência após ser atingido por disparos. El Mencho foi localizado ferido, juntamente com dois de seus guarda-costas. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu durante o transporte para uma unidade hospitalar.
As trocas de tiros deixaram 15 suspeitos mortos e três militares feridos.
Reação violenta e bloqueios
Após a confirmação da morte do líder do cartel, o México registrou uma onda de violência. Foram contabilizados 252 bloqueios em 20 dos 31 estados do país, com veículos incendiados, ataques a prédios públicos e emboscadas contra agentes de segurança.
Segundo o gabinete de segurança da presidência mexicana, 27 agentes do Estado morreram, além de 30 suspeitos ligados às ações violentas. Informações oficiais indicam que integrantes do cartel teriam oferecido recompensa em dinheiro por militares assassinados.
Na segunda-feira (23), a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou que o país amanheceu sem novos bloqueios e declarou que a situação estava sob controle.
El Mencho figurava desde 2016 na lista de fugitivos mais procurados pelos Estados Unidos, que ofereciam recompensa milionária por informações que levassem à sua captura.
Feito por Amanda Santos/Portal Vilson Nunes