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Lava Jato prende 12 suspeitos de esquema de extorsão dentro da Receita Federal

PF (Foto: Divulgação)

Agentes da Lava Jato no RJ prenderam nesta quarta-feira (2) 12 suspeitos de participar de um esquema de extorsão dentro da Receita Federal, contra investigados da própria força-tarefa.

Marco Aurelio Canal, supervisor de Programação da Receita – que trabalhava para a Lava Jato – e apontado como chefe do esquema, é um dos presos.

Dois mandados de prisão ainda não foram cumpridos: o de José Carlos Lavouras – que está em Portugal – e de uma mulher.

A Lava Jato contou com escutas autorizadas pela Justiça e ações controladas – como adiar o cumprimento de mandados de prisão – para localizar os suspeitos.

Segundo as investigações, o esquema na Receita prosperou à medida que a Lava Jato avançava. A suspeita é que Canal, que tinha acesso a detalhes dos investigados, usava os dados para lhes extorquir dinheiro – em troca de redução ou cancelamento de multas.

Pedidos de prisão preventiva

  1. Daniel Monteiro Gentil, preso;
  2. Elizeu da Silva Marinho, preso;
  3. José Carlos Lavouras; foragido;
  4. Marcial Pereira de Souza; preso;
  5. Marco Aurelio da Silva Canal, preso;
  6. Monica da Costa Monteiro Souza;
  7. Narciso Gonçalves; preso;
  8. Rildo Alves da Silva; preso;
  9. Sueli Monteiro Gentil.

Pedidos de prisão temporária

  1. Alexandre Ferrari Araujo; preso;
  2. Fabio dos Santos Cury; preso;
  3. Fernando Barbosa; preso;
  4. João Batista da Silva; preso;
  5. Leonidas Pereira Quaresma, preso.

Os 14 mandados de prisão e 39 de busca e apreensão foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.

Na casa de Elizeu, a PF apreendeu R$ 120 mil em espécie.

Dinheiro apreendido na casa de um dos alvos da Operação Armadeira — Foto: Reprodução

Dinheiro apreendido na casa de um dos alvos da Operação Armadeira — Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal (MPF) afirma que Canal era supervisor da Equipe Especial de Programação. O grupo, na prática, executava as multas contra investigados, com base nas ordens do Escritório de Pesquisa e Investigação na 7ª Região Fiscal – este, sim, integrante da força-tarefa da Lava Jato.

“Em nenhuma das investigações foi requerido o compartilhamento de informações com a equipe de Canal”, destacou o MPF, no pedido de prisão. “Canal passava a ter conhecimento dos fatos investigados pela Força-Tarefa da Lava Jato somente depois que eles se tornavam públicos”, explica.

A força-tarefa afirma que Canal e seu grupo, em vez de cobrar as multas determinadas pelos superiores na Receita, negociava propinas.

Fonte: G1

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