PUBLICIDADE

Governo da Bahia pagou R$ 49,2 milhões ao Banco Master em operações com precatórios do Fundef

Jerônimo Rodrigues (Foto: Divulgação)

O Governo da Bahia desembolsou R$ 49,2 milhões ao Banco Master entre os anos de 2023 e fevereiro de 2026 em operações relacionadas à antecipação de precatórios do Fundef.

Segundo informações apuradas pelo Portal Vilson Nunes, os dados constam no Portal da Transparência do estado e apontam que a maior parte dos pagamentos foi realizada em 2024, quando foram movimentados cerca de R$ 47,4 milhões nessas transações.

As movimentações ocorrem em meio a investigações e repercussões políticas envolvendo o banco e suas relações com agentes públicos e privados.

Ainda conforme apurado, também veio à tona recentemente a informação de que o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, firmou um contrato de consultoria no valor de R$ 3,2 milhões com o Banco Master, ampliando o alcance das apurações sobre a instituição financeira.

As operações seguem sob análise no contexto das investigações em andamento.

O OUTRO LADO

Em nota encaminhada na manhã desta terça-feira (17), a Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) esclareceu que os pagamentos mencionados na imprensa não dizem respeito a contratação nem a qualquer relação direta do Estado com o Banco Master.

“Os valores registrados no Portal da Transparência decorrem de operações de antecipação de crédito realizadas por livre decisão de servidores da Educação com direito ao recebimento de precatórios do Fundef, nos termos da Emenda Constitucional 114/2021, aprovada pelo Congresso Nacional. A legislação autoriza que esses beneficiários antecipem o valor a receber junto a instituições financeiras credenciadas, por meio da cessão do direito de crédito, sem participação do Estado na negociação. Nesses casos, cabe ao Estado apenas efetuar o pagamento das parcelas previstas no acordo, destinando os valores à instituição que passou a ser titular do crédito por escolha do próprio servidor. No caso citado, o banco mencionado foi regularmente credenciado e autorizado pelos servidores a receber esses valores. O credenciamento é público, segue critérios de controle externo e continua aberto a outras instituições que atendam às exigências legais. Esse procedimento, previsto em lei, também é adotado em outros estados.”

Feito por Portal Vilson Nunes

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Leia mais

PUBLICIDADE