
A morte da jovem Iasmim Nepomuceno, ocorrida em dezembro de 2023, em Riacho de Santana (BA), e a retirada do corpo durante o velório pela polícia passaram a ser alvo de uma ação judicial movida pela família. Os parentes alegam falhas no atendimento médico e irregularidades na condução dos procedimentos após o falecimento.
Segundo informações apuradas pelo Portal Vilson Nunes, a jovem procurou atendimento médico diversas vezes no Hospital Municipal e Maternidade Amália Coutinho, apresentando sintomas de saúde. Conforme a narrativa apresentada pelos familiares, mesmo após consultas e medicações, ela teria sido liberada para casa.
Ainda de acordo com o relato da família, Iasmim faleceu na noite de 10 de dezembro de 2023, por volta das 21h50. Após o óbito, o corpo foi liberado para que os familiares realizassem o velório.
Na madrugada do dia 11 de dezembro de 2023, por volta das 5h, parentes e amigos iniciaram o velório na residência da família. No entanto, durante a cerimônia, policiais civis teriam chegado ao local e determinado a retirada do corpo da jovem para realização de exames periciais.
Conforme a narrativa apresentada pelos familiares, a entrada dos agentes teria ocorrido sem autorização e sem apresentação de ordem judicial. O corpo foi levado para realização de exame necroscópico, situação que gerou revolta e grande abalo emocional entre os familiares e pessoas que participavam do velório.
Posteriormente, após a realização da necropsia, foi constatado que a causa da morte foi um AVC hemorrágico, e o corpo retornou para a família para o sepultamento.
Diante dos acontecimentos, os familiares decidiram procurar a Justiça e ingressaram com uma ação de indenização por danos morais e materiais contra o Estado da Bahia e o município de Riacho de Santana, além de profissionais que teriam participado dos procedimentos relacionados ao caso.
Procurados pela reportagem, os advogados Glesia Paixão e Amim Sebam informaram que o processo ainda aguarda análise do mérito.
Feito por Amanda Santoas/Portal Vilson Nunes