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Igaporã: Paciente com mielofibrose aguarda regulação há mais de 20 dias mesmo após decisão judicial

Foto: Reprodução

Um morador de Igaporã, identificado como Gilson Caldeira da Silva, de 53 anos, segue internado há mais de 20 dias no Hospital Municipal José Olinto Cotrim à espera de uma vaga para tratamento especializado em onco-hematologia. O caso ganhou novos desdobramentos após a Justiça determinar que o Estado da Bahia e o Município de Igaporã garantam o início imediato do tratamento, mas, até o momento, a decisão ainda não foi integralmente cumprida.

De acordo com o relatório da Central Estadual de Regulação (Surem), Gilson deu entrada na unidade hospitalar no dia 9 de junho, apresentando quadro grave de anemia, trombocitopenia, leucocitose persistente e intenso comprometimento da medula óssea. Exames realizados apontam mielofibrose, uma neoplasia mieloproliferativa rara que exige acompanhamento e tratamento especializado com urgência.

Ainda conforme o relatório, a equipe médica informa que o paciente é dependente de transfusões de sangue, sofre com dores lombares intensas, dificuldade para caminhar, fraqueza extrema e apresenta evolução clínica progressiva, reforçando a necessidade de internação em uma unidade de referência em onco-hematologia, serviço indisponível no hospital de origem.

Diante da demora na regulação, a família recorreu à Justiça. Em decisão assinada no último dia 1º de julho, o juiz Edson Nascimento Campos reconheceu que houve apenas cumprimento parcial da liminar, uma vez que o paciente foi levado para consulta com hematologista em Salvador, mas o tratamento propriamente dito ainda não foi iniciado.

Na decisão, o magistrado determinou que o Estado da Bahia e o Município de Igaporã, de forma solidária, providenciem, no prazo máximo de 48 horas, o início do tratamento onco-hematológico em unidade pública ou conveniada ao SUS. Caso não haja vaga na rede pública, a determinação é que o tratamento seja custeado na rede privada. O juiz também autorizou, em caso de novo descumprimento, o bloqueio de verbas públicas para garantir o atendimento.

Apesar da ordem judicial, familiares afirmam que Gilson permanece internado aguardando a efetivação da regulação, enquanto o quadro de saúde inspira preocupação.

Feito por Portal Vilson Nunes

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