
Além do desafio imposto pela escassez de chuvas e da retirada de água pela Embasa para abastecer outros municípios — mesmo com a existência da Adutora do Algodão —, um vazamento contínuo de 140 mil litros por hora, existente desde 2013, preocupa os produtores do perímetro irrigado de Ceraíma.
Segundo um agrônomo da cooperativa de produção, apenas o volume de água desperdiçado no vazamento seria suficiente para irrigar cerca de 100 hectares de manga e outras culturas durante todo o ano.
Nesta semana, o secretário municipal de Agricultura, Vanderlei Florêncio, e o presidente da Cooperativa Agrícola de Irrigação do Projeto de Ceraíma (COOPERC), Marco Antônio Fraga, visitaram o local.
Para o secretário, a situação exige uma resposta imediata da CODEVASF, órgão responsável pela barragem. “Uma licitação foi realizada pela CODEVASF para a aquisição de uma nova comporta. Estamos cobrando agilidade, pois um vazamento desta proporção gera um enorme prejuízo hídrico”, frisou Vanderlei.
“Já registramos um prejuízo de 30% na produção devido à diminuição da captação. Se a chuva não melhorar, a perspectiva é pessimista, com risco de um novo colapso. A situação preocupa especialmente pela possibilidade de perda de lavouras perenes e de prejuízos milionários acumulados em uma área onde o calendário produtivo depende da regularidade hídrica”, alertou Marco Antônio Fraga.
Ao todo, são mais de 1.000 hectares distribuídos em 137 lotes de produção de 15 variedades de frutas e cereais. Os produtos são comercializados na região e exportados para vários estados, gerando mais de 3 mil empregos diretos e indiretos e movimentando mais de R$ 1 milhão por mês.
Com capacidade total de 51 milhões de metros cúbicos (m³) de água, segundo dados da COOPERC, o volume atual da barragem em 22/01/2026 está em 30% — pouco menos de 16 milhões de metros cúbicos.
Fonte: Ascom/PMG