
A Prefeitura Municipal de Igaporã oficializou a capoeira como Patrimônio Cultural Imaterial do município, por meio da Lei 442, de 29/12/2025, reconhecendo sua importância histórica, social e educativa para a comunidade local. A medida foi anunciada nesta semana e representa um marco na valorização das manifestações culturais de matriz afro-brasileira presentes na cidade.
A Lei sancionada pelo prefeito Neto Cotrim, reconhece o Grupo de Capoeira Ginga Brasil, Meninos e Meninas de Igaporã-BA, em atividade desde 2012, como referência cultural e social no município.
Em entrevista, a secretária municipal de cultura e turismo, Arlene Araújo, destacou o significado da iniciativa.
“Declarar a capoeira como patrimônio imaterial é reconhecer a história, a resistência e a identidade cultural do nosso povo. É também uma forma de combater o preconceito, valorizar a diversidade e fortalecer ações culturais que promovem inclusão social e educação”, afirmou. Segundo ela, a Secretaria pretende ampliar projetos, oficinas e eventos que envolvam grupos de capoeira do município.
O prefeito municipal, Neto Cotrim, ressaltou que a decisão reflete o compromisso da gestão com a cultura e com a memória coletiva da população.
“A capoeira faz parte da nossa história e está presente na vida de muitos igaporaenses. Esse reconhecimento é um ato de respeito às raízes culturais do Brasil e de Igaporã, além de um incentivo para que essa tradição continue viva e fortalecida”, declarou o prefeito.
Ainda segundo a Prefeitura, o título de patrimônio imaterial permitirá o mapeamento dos grupos e mestres de capoeira atuantes no município, bem como a elaboração de ações educativas em parceria com escolas e entidades culturais.
Com a iniciativa, Igaporã se soma a outros municípios brasileiros que reconhecem a capoeira não apenas como prática esportiva ou artística, mas como um importante símbolo cultural, histórico e identitário, reafirmando seu valor para a formação social e cultural da comunidade.
Fonte: Direcom