
O prefeito de Caetité, Valtécio Aguiar, nomeou no dia 17 de agosto de 2022, através de Portaria nº 239, o novo gerente de compras e licitações de seu governo. Trata-se do servidor Ademar Fogaça Pereira. O cargo em questão é responsável em gerenciar, receber e conferir os processos licitatórios deflagrados pela prefeitura, sendo eles em todas as modalidades e etapas conforme determina a Lei.
Mas, o caso de Caetité chama a atenção por um detalhe. O site Radar 030 averiguou que o cidadão nomeado, é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF), em ações que tentam combater fraudes e crimes em licitações de transporte escolar e aquisição de combustíveis. Foi constatado que, Ademar é réu em dois processos distintos sob os números: 1006636-11.2021.4.0.3315 e 0000917-41.2016.4.01.3315, juntamente com outros vários envolvidos no esquema fraudulento.
Segundo o MPF, no primeiro caso, Ademar atuou como presidente de comissão e foi responsável pela seleção irregular de empresa para prestar serviços de transporte escolar na cidade de Riacho de Santana. Na época dos fatos, o prefeito Tito em exercício, foi preso em operação da Polícia Federal.
Já no segundo processo, Ademar, segundo investigações do MPF e PF, agiu como o operador na montagem de um processo de pregão presencial para aquisição de combustíveis, que segundo o MPF foi feito de forma totalmente fraudulento, direcionado e com o mero intuito de desviar recursos públicos para o prefeito e pessoas envolvidas no esquema.
Na época, o MPF também pediu o bloqueio dos bens dos envolvidos. Os processos ainda correm na justiça e não estão em sigilo de investigação.
Coincidência ou não, o prefeito Valtécio Aguiar, foi denunciado ao MPF recentemente pelo Vereador Jorge Ladeia, que apontou fortes indícios de práticas criminosas em torno da contratação de transporte escolar em Caetité, denúncia essa, que também virou alvo de CPI (Comissão Provisória de Investigação), por parte da Câmara de Vereadores e que investiga o processo de credenciamento. A CPI vem sendo alvo de ações judiciais impetradas por amigos próximos do prefeito, alegando nas petições, que os trabalhos da casa legislativa vêm causando constrangimento às testemunhas.
O Radar 030, tentou entrar em contato com os envolvidos, mas não obteve sucesso. O espaço está aberto para os devidos esclarecimentos.
Fonte: Radar 030