Brumado: Polícia Federal apreende documentos no IOBA por suposta fraudes no SUS

Brumado: Polícia Federal apreende documentos no IOBA por suposta fraudes no SUS
12 de junho de 2017 Vilson Nunes

Foto: Brumado Acontece

A Superintendência Regional da Polícia Federal em Alagoas desencadeou nesta terça (13) em conjunto com a Receita Federal do Brasil e o Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde, ação policial de combate a desvios de recursos públicos denominada “Operação Hoder”, com o cumprimento quatro mandados prisão temporária, um de condução coercitiva e oito de busca e apreensão, todos expedidos pela Justiça de Alagoas. Os mandados estão sendo cumpridos em Maceió, Marechal Deodoro, Itabaiana (SE), Brumado (BA) e Goiânia (GO).

Em Brumado vários documentos foram apreendidos pelos agentes da Polícia Federal no Instituto Oftalmológico da Bahia que fica localizado na rua Marechal Deodoro.  O nome dado à operação é de um personagem da mitologia nórdica, um deus cego, referência à natureza dos ilícitos investigados, uma vez que os recursos desviados destinar-se-iam ao tratamento de doença que pode levar à cegueira. A Polícia Federal instaurou, em outubro de 2016, inquérito policial para investigar desvio de verbas do Programa Nacional de Combate ao Glaucoma e da Política Nacional de Procedimentos Cirúrgicos Eletivos de Médica Complexidade supostamente ocorridos em Alagoas, Sergipe, Bahia e Goiás.

No decorrer das investigações, foi constada a ação de uma organização criminosa responsável por lesar a União, através do SUS, prestando informações incongruentes sobre atendimentos médicos e fornecimento de medicamentos para tratamento de glaucoma, resultando no recebimento, por empresas ligadas aos investigados, de recursos financeiros em montante significativamente superior ao que deveria ter sido repassado às mesmas. Em auditorias passadas realizadas pelo Denasus, determinou-se o ressarcimento de cerca de R$ 9.300.000,00 à União em face de constatações de irregularidades. Na investigação constatou-se que as práticas ilegais permanecem até a atualidade, sendo certo que, entre 2014 e 2016, somente a empresa sediada em Maceió recebeu em torno de R$ 16 milhões do SUS para custear consultas e fornecimento de colírios. Está sendo utilizado um efetivo de 50 policiais federais das Superintendências Regionais da PF em Alagoas, Bahia e Goiás para execução das medidas judiciais, além de auditores do Densasus e Receita Federal. Todo o material arrecadado, além dos presos e conduzido, serão levados à Superintendência Regional de Polícia Federal em Alagoas.

Fonte: Brumado Acontece

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